Você conhece o cooperativismo financeiro? Esse é um modelo de negócios que atende a mais de 9,6 milhões de cooperados em todo o país, segundo dados dos Banco Central, e que tem crescido bastante nos últimos anos. Contudo, muitas pessoas ainda têm muitas dúvidas a respeito do tema e acabam perdendo boas oportunidades financeiras por falta de conhecimento.

Para evitar que isso aconteça com você, confira as respostas para as 10 perguntas mais comuns sobre o cooperativismo financeiro. Vamos explicar o que é e como funciona esse modelo, além de desmitificar os principais equívocos cometidos por quem ainda não conhece bem o conceito. Então, aproveite o conteúdo e boa leitura!

1. O que é o cooperativismo financeiro?

Para responder a essa pergunta, é importante relembrar alguns conceitos. As instituições financeiras são empresas que oferecem produtos e serviços relacionados ao dinheiro. Numa compreensão mais simplista, as primeiras a serem lembradas são os bancos.

No formato tradicional, as instituições bancárias pertencem a um grupo restrito de pessoas (donos ou acionistas) e quem usufrui do que é oferecido são apenas clientes, que não têm poder de decisão ou direitos a dividendos. O foco principal dessas instituições é gerar lucro para o crescimento do capital de seus sócios.

No cooperativismo financeiro, todas as pessoas que utilizam os produtos e serviços disponibilizados são coproprietários. Ou seja, não existe a relação cliente/empresa. Outro ponto de destaque é que o objetivo principal é o favorecimento coletivo.

2. Quem toma as decisões nesse modelo de negócio?

Nas cooperativas financeiras, todos têm poder igual de voto, independentemente do número de cotas e de capital. Sendo assim, todos os cooperados tomam as decisões em conjunto, de forma democrática. As assembleias definem quem serão as pessoas que farão parte do conselho administrativo e fiscal, como se dará o rateio dos resultados, entre outras questões.

3. Quem fica com os lucros da cooperativa?

Apesar de ser uma instituição sem fins lucrativos, a cooperativa deve gerar sobras, a fim de evitar o acúmulo de prejuízos aos cooperados. Ao final de cada período, que em geral é de um ano, a assembleia geral define como será feita a distribuição dos valores entre os associados e como serão guiados os investimentos em melhorias e novos produtos.

4. Cooperativa e sindicato são a mesma coisa?

Não! Ambos são entidades sem fins lucrativos, mas cada um delas tem uma finalidade distinta. Os sindicatos são voltados para assuntos relacionados a uma determinada classe de profissionais (professores, metalúrgicos, médicos etc.). As cooperativas financeiras têm o foco em proporcionar melhores produtos e serviços financeiros aos associados, independentemente de suas atuações profissionais.

5. Cooperativas são ligadas apenas à agricultura?

Essa é uma confusão bastante comum, mas trata-se de um mito. É verdade que grande parte das cooperativas surgiram entre os pequenos produtores rurais, mas é possível criar uma entidade nesse formato para qualquer tipo de atividade. No caso em questão, o cooperativismo está relacionado às questões financeiras, mas existem cooperativas de moradores de uma região, de catadores de recicláveis, de artesãos, entre outros.

6. As cooperativas financeiras substituem os bancos?

Sim! A falta de informação da população gerou uma inverdade sobre as limitações de atuação das cooperativas de crédito e financeiras. Existem instituições, como o Sicoob Credicitrus, que oferecem todos os produtos e serviços que os bancos tradicionais, tais como:

7. Cooperativas financeiras oferecem alternativas de investimento?

Sim! Assim como nas demais instituições financeiras, nas cooperativas é possível fazer aplicações em diferentes linhas de investimento, de acordo com o perfil de cada investidor. Inclusive, para os mais conservadores e receosos, há opções de curto, médio e longo prazo asseguradas pelo Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito.

8. Por que as taxas das cooperativas financeiras são mais baixas que as das instituições bancárias?

As cooperativas de crédito não têm fins lucrativos, ou seja, elas não visam a acumulação de capital. Por isso, elas oferecem linhas de crédito e outros de produtos com preços que chegam a ser 50% mais baratos do que os praticados por bancos tradicionais.

Assim, os valores que fariam parte da composição da margem de lucro se tornam desnecessários, bastando cobrar o suficiente para cobrir os custos das operações. Afinal, todos os associados também são donos do negócio, portanto não faria sentido obter lucro em cima de si próprios.

9. É possível obter linhas de crédito?

Claro! Como dissemos anteriormente, as cooperativas de crédito podem oferecer todos os produtos e serviços que um banco tradicional. A diferença é que, por se tratar de uma entidade que não visa lucro, as taxas são bem mais baratas e vantajosas para os cooperados do que para os clientes de bancos.

10. É mais difícil realizar operações em cooperativas?

Não! A forma como as operações são realizadas em uma cooperativa de crédito são basicamente as mesmas praticadas em qualquer tipo de instituição bancária. O que muitas pessoas temem é a falta de acessibilidade aos canais de atendimento, como agências e caixas eletrônicos.

Essa já foi uma dificuldade no passado, mas hoje em dia não é mais. As principais cooperativas do país contam com agências espalhadas pelas principais cidades, além de integrarem as redes de caixas eletrônicos que são instalados em diferentes estabelecimentos comerciais.

Inclusive, com a modernização proporcionada pela tecnologia, elas dispõem de aplicativos para celular que realizam boa parte das transações digitais sem a necessidade de comparecimento à rede de atendimento presencial. Pode-se dizer que as cooperativas financeiras têm evoluído nesse aspecto da mesma forma que os bancos.

Enfim, o cooperativismo financeiro é cercado de mitos que precisam ser quebrados. A associação a iniciativas dessa natureza traz diversas vantagens para os cooperados e, quanto maior for a quantidade de integrantes, melhores serão os benefícios percebidos por todos. Depois de conhecer um pouco mais sobre o assunto, fica mais fácil ter a confiança necessária para confiar nesse modelo e fazer parte dessa rede colaborativa.

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Escrito por sicoobcredicitrus

1 comentário

  1. CLAUDEMIR STRACHICINI 6 de maio de 2019 às 23:22

    Esclarecedoras as perguntas e respostas sobre o Cooperativismo financeiro. Valeu!

    Responder

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