Alguns conceitos que são bastante evidentes atualmente podem ser modas, coisas passageiras. Outras dizem respeito a novos modelos e paradigmas que realmente vieram para ficar. É importante saber diferenciar cada um deles e entender como eles interferem em sua vida a curto e longo prazo.

A economia colaborativa é um dos que realmente vieram para ficar e que estará em ascensão nos próximos anos. Você já ouviu falar nesse conceito? Sabe do que se trata? Entende como ele está intimamente ligado com as cooperativas de crédito e, também, com justiça social?

Então leia nosso artigo e tire suas dúvidas sobre o assunto.

O que é economia colaborativa?

A economia colaborativa é um conceito cada vez mais em alta nos dias atuais. Também conhecida como economia em rede ou compartilhada, diz respeito a um ambiente cada vez mais colaborativo para as práticas econômicas.

Ela é fundamentada em princípios importantes, como sustentabilidade, proteção ambiental, compartilhamento de experiências, ambientes colaborativos, promoção de maior justiça social, entre outros.

Um dos principais pilares é evitar gastos desnecessários e substituir o acúmulo de itens, garantindo maior sustentabilidade ao longo do tempo. Com ambientes colaborativos, pode-se minimizar gastos de insumos e de infraestrutura.

Como funciona um ambiente de economia compartilhada?

Podemos citar diversos exemplos de como funciona um ambiente de economia compartilhada. Um dos principais e mais utilizados atualmente são os coworkings. Nesses locais, colaboradores de diversas empresas passam a dividir o mesmo ambiente, como uma forma de aproveitamento melhor dos espaços e dos recursos.

Por exemplo, um freelancer na área de design gráfico pode dividir a mesma mesa com um CEO de uma empresa, e ambos dividirão os custos de contas de água, luz, internet e outros pontos de infraestrutura. Esses valores estão embutidos no valor da mensalidade. Interessante, não é mesmo?

Outra vantagem é a melhora do networking nessas situações. Por exemplo, em um coworking, é natural que pessoas das mais diferentes áreas se conheçam e tenham o produto ou serviço necessários para seu negócio.

Outro exemplo bastante contundente de economia compartilhada é o AirBnb, que revolucionou a forma como se realiza locações de imóveis parados por diárias. Uma pessoa que tenha um quarto vago em sua casa pode receber um hóspede, mediado pelo site, com um valor bem menor do que o de uma diária em hotel. Ganha-se não só em questão de poder aproveitar o espaço para receber um dinheiro extra, mas ambos também conseguem ter novas experiências.

Esses dois exemplos são apenas uma amostra do que é possível ser feito dentro de uma economia compartilhada e que mostra para você não só como funciona, mas também a sua importância nos tempos atuais.

Também podemos utilizar como exemplo as próprias cooperativas de crédito, que são uma forma de fortalecimento econômico de um grupo de pessoas de forma compartilhada. Por exemplo, o capital e depósito de alguns associados da instituição financeira geram crédito para outros.

Quando um dos participantes da cooperativa necessita de crédito pessoal, ele advém do capital e depósito que outras pessoas geraram, permitindo que um dos associados consiga o valor necessário para resolver algum problema pessoal ou adquirir um bem que necessite, sem comprometer o capital investido dos demais colaboradores. Todos saem ganhando assim.

Afinal, quanto mais os membros crescem, maiores serão as movimentações financeiras realizadas. Com isso, há um fortalecimento da cooperativa no mercado e consegue-se angariar novos cooperados/sócios e, até mesmo, com um maior fluxo econômico, melhorar as sobras que são compartilhadas entre os associados no final do período vigente.

Qual a sua importância?

A economia compartilhada proporciona oportunidades de conhecer novas vivências e explorar diferentes possibilidades (lembre-se do conceito do AirBnb), algo que não seria possível da mesma forma nos modelos tradicionais de economia. Assim, novas experiências são constantemente vivenciadas por diversas pessoas, dos mais diferentes segmentos.

Com isso, temos um novo momento de modelo de negócios, no qual também essas questões podem ser exploradas e servirem para a criação de empreendimentos totalmente inovadores e que estejam em consonância com a economia compartilhada.

Outro ponto importante é a redução dos valores na prestação de serviços e venda, quando comparamos com os modelos tradicionais. A economia compartilhada pode gerar até 25% de economia em relação às compras por outros meios. Essa é uma diferença bastante considerável.

Este é um mercado tão promissor que movimenta anualmente cerca de US$ 15 bilhões em todo o mundo, de acordo com a PWC (consultoria britânica). E a tendência é que os valores subam gradativamente, até alcançar o patamar de US$ 335 bilhões até 2025. Ou seja, não é uma moda ou algo passageiro: a economia colaborativa realmente veio para ficar.

Qual a relevância da economia colaborativa para a justiça social?

Economia colaborativa e justiça social caminham lado a lado. Em primeiro lugar, precisamos definir esse conceito, não é? Ele diz respeito a uma construção moral e política, cujo objetivo é promover a igualdade de direitos e solidariedade colaborativa.

Bom, por essa definição já fica mais fácil compreender como uma auxilia na outra. Se a economia colaborativa auxilia no crescimento mútuo de todos os envolvidos, há uma tendência a horizontalização de relações. Ou seja, todos crescem ao mesmo tempo, auxiliando uns aos outros, promovendo uma melhora das condições financeiras e qualidade de vida de todos os envolvidos.

Pense no caso das cooperativas de crédito: a união promove o crescimento econômico de todos os sócios, todos têm o mesmo poder dentro da organização. Assim, é normal que ocorra o crescimento mútuo da instituição e de seus associados.

Interessante, não é mesmo? Quando pensamos no conceito de justiça social, compreendemos o quanto ela é essencial para uma sociedade que seja capaz de criar gerações mais conscientes e com menor disparidade econômica entre as pessoas.

Gostou deste texto sobre economia colaborativa e quer entender um pouco mais sobre o papel de cooperar nesse processo? Então dê uma olhada neste artigo e saiba mais sobre o assunto.

Escrito por sicoobcredicitrus

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *