O agronegócio do futuro já se apresenta por meio de iniciativas inovadoras e de tecnologias aplicadas ao campo. É a chamada Agricultura 4.0, que surge embalada por novos valores, assim como pela necessidade de maior eficiência.

Desse modo, todo o potencial com que a natureza nos brindou – extensões de terra, água em abundância, clima favorável – é aprimorado pelo mundo digital e pelas inúmeras possibilidades que este oferece. A agricultura moderna vem sinalizando com facilidades e melhorias que farão grande diferença.

Continue a leitura e conheça 6 tendências e iniciativas que caracterizam o agronegócio do futuro.

1. Manejo 4C

Uma das grandes equações da matemática agrícola consiste em equilibrar o consumo de fertilizantes com os respectivos resultados obtidos pela produção. Nesse sentido, o manejo 4C orienta para a adequada utilização desses insumos agrícolas considerando a fonte certa, a dose certa, a hora certa e o local certo.

Fonte certa

Aqui são levadas em conta duas variáveis: o nutriente em si — como nitrogênio (N), fósforo (P) ou potássio (K) — e o produto comercial que fornecerá o nutriente em questão. Assim, por exemplo, o cloreto de potássio é a forma mais utilizada no Brasil de se fornecer o elemento K para as plantas.

Dose certa

O ajuste da dose adequada para a melhor produtividade mantendo a relação custo/benefício favorável é o alvo dessa premissa. Conhecimento do solo, da cultura, do clima local e dos insumos disponíveis é essencial para a precisão necessária.

Hora certa

Algumas fases do ciclo de produção (semeadura, germinação, crescimento, floração, frutificação, colheita) apresentam necessidades nutricionais específicas. Assim, a hora certa de aplicação do fertilizante é crucial para atender a demanda da planta, assim como para evitar desperdícios.

Local certo

Esse parâmetro considera o local de aplicação do fertilizante: incorporado ao solo, em cobertura ou na água de irrigação, entre outros. Por sua vez, também leva em conta a região da área de produção, uma vez que muitos solos se apresentam heterogêneos quanto à distribuição de sua fertilidade.

2. Uso de softwares de gestão

Os inúmeros processos existentes nas operações do agronegócio envolvem aspectos agronômicos, financeiros e tecnológicos, entre outros. Para administrar todo esse universo de pessoas, máquinas e procedimentos interagindo, o emprego de softwares de gestão torna-se quase imprescindível.

A utilização dessa ferramenta deixa as operações mais fáceis de serem realizadas. Por sua vez, permite que as atividades sejam automatizadas e integradas.

Assim, desde a emissão do receituário agronômico para a aquisição de insumos controlados até a gestão de contratos e do estoque, tudo pode estar em um só lugar. A gestão torna-se ágil e muito mais eficiente.

De modo geral, os sistemas para gestão do agronegócio envolvem módulos como:

  • comercial;
  • financeiro;
  • cadastro de unidades produtivas;
  • produção agrícola;
  • caderneta de máquina;
  • caderneta de campo;
  • gestão de cultivo;
  • gestão de colheita;
  • gestão de armazenamento.

3. Agricultura vertical

Muitos produtos do agronegócio podem ser cultivados em estufas, sem a necessidade de grandes extensões de terra. É a chamada agricultura intensiva, muito utilizada na produção olerícola (de verduras).

A agricultura vertical é uma inovação implementada na produção intensiva. Consiste na utilização de estufas verticais em vários níveis (diversos andares, como as prateleiras de estantes imensas), com excelente aproveitamento de espaço.

Uma das grandes vantagens da agricultura vertical é que ela pode ser conduzida no próprio centro consumidor, no meio da cidade, por exemplo. Como as condições do ambiente são quase todas controladas, a produção pode se dar praticamente em qualquer lugar.

A tecnologia permite automatizar grande parte dos trabalhos em uma fazenda vertical, com impacto ambiental bem baixo. Além da produção de plantas alimentares, muitas plantas medicinais são cultivadas nas estruturas de uma agricultura vertical.

4. Biotecnologia

Há vários anos a biotecnologia se aliou ao agronegócio e produziu inúmeras soluções hoje incorporadas na rotina do mercado. Com o avanço da ciência, principalmente da engenharia genética, o desenvolvimento da agricultura dependerá menos de inovações mecânicas e químicas.

As principais vantagens da biotecnologia aplicada à agricultura residem sobretudo no incremento da produtividade das plantas e na sua resistência a doenças e pragas. Além disso, alimentos mais ricos e disponíveis em climas antes impossíveis incrementam os benefícios alcançados e que ainda estão por vir.

Por sua vez, os insumos farmacêuticos produzidos por plantas incrementam a disponibilidade de medicamentos. Do mesmo modo, a jardinagem e a floricultura podem contar com a possibilidade de produzir plantas e flores muito especiais pela resistência e beleza que são capazes de oferecer.

5. Rastreabilidade de alimentos

A rastreabilidade de alimentos , legislação do MAPA de cumprimento obrigatório vigente, permite identificar toda a cadeia produtiva, do campo à mesa. Essa possibilidade é essencial na localização de falhas e na sua correção, reduzindo o potencial de publicidade negativa e a continuidade dos desvios na qualidade da produção.

Assim, denúncias e reclamações de consumidores ou mesmo de distribuidores podem ser mais facilmente solucionadas e providas de respostas mais rápidas. Quesitos de segurança e qualidade dos alimentos constituem exigências da legislação e, nesse sentido, a rastreabilidade facilita todo o ajuste necessário, identificando as fragilidades.

Para sua implementação, no entanto, é necessário um mapeamento de todo o fluxo, a partir do produtor e chegando ao consumidor final. Com isso, implanta-se um código que registra essa cadeia e disponibiliza sua identificação a qualquer momento.

6. Agronegócio sustentável

O exercício da sustentabilidade no agronegócio se baseia na adoção de boas práticas socioambientais na agricultura, de modo a garantir o equilíbrio entre a produção e a conservação ambiental, assim como a justiça social. Para isso, toda a cadeia produtiva deve ser envolvida.

Assim, cada segmento participante deve considerar sua contribuição para redução do impacto ambiental da sua atividade. Nesse sentido, devem ser considerados, entre outros, os seguintes cuidados:

  • aperfeiçoamento da gestão do processo produtivo e seus resíduos;
  • utilização consciente dos recursos naturais;
  • promoção da educação ambiental para engajamento de todos;
  • utilização de tecnologias limpas para redução de emissão de gases do efeito estufa;
  • utilização de sistemas sustentáveis de materiais e água;
  • promoção da eficiência energética na ventilação, iluminação e outras áreas.

Assim, o agronegócio do futuro já surge construindo uma nova realidade, seja na qualidade da produção ou nas formas de produzir mais e melhor. Nesse contexto, é imprescindível a realização de um bom planejamento financeiro para que os investimentos alcancem suas reais finalidades com sustentabilidade financeira também.

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Escrito por sicoobcredicitrus

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