A Credicitrus conquistou, mais uma vez, o Selo Pró-Ética, um dos principais reconhecimentos do Brasil para organizações comprometidas com ética, transparência e boas práticas de governança.
Essa nova conquista reforça o alinhamento da cooperativa com seu propósito, definido desde 1983: somar forças para gerar prosperidade, transformar vidas e desenvolver a comunidade. O reconhecimento também consolida uma trajetória baseada na responsabilidade na gestão dos recursos dos cooperados e no respeito aos princípios do cooperativismo.
O que é o Pró-Ética
O Selo Pró-Ética foi criado em 9 de dezembro de 2010, por iniciativa da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Instituto Ethos.
Inicialmente chamado de Cadastro Empresa Pró-Ética, o programa surgiu durante as comemorações do Dia Internacional de Combate à Corrupção, instituído pela ONU. O objetivo era reconhecer empresas que adotam, voluntariamente, práticas efetivas de integridade e prevenção à corrupção.
Ao longo dos anos, a iniciativa passou por atualizações importantes:
- 2014 e 2015: adequação à Lei Anticorrupção (Lei nº 12.846/2013), com critérios mais rigorosos;
- 2022: ampliação dos critérios para incluir responsabilidade socioambiental e direitos humanos.
Hoje, o Selo Pró-Ética tornou-se referência nacional em governança corporativa, sendo concedido apenas a instituições que demonstrem maturidade em seus mecanismos de integridade e efetivo compromisso com elevados padrões de conduta.
Como funciona a avaliação do selo
Vale ressaltar que a decisão quanto às empresas merecedoras de receber o Selo Pró-Ética não é tomada apenas pela CGU ou pelo Instituto Ethos.
As empresas são analisadas por uma Comissão de Avaliação e a relação final das organizações selecionadas é deliberada por um Comitê Gestor do Pró-Ética, formado por representantes da CGU, do Instituto Ethos e de entidades de reconhecida credibilidade dos setores público e privado, como
- Confederação Nacional da Indústria (CNI);
- Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA);
- Federação Brasileira de Bancos (Febraban);
- Sebrae;
- Instituto Ethos;
- ETCO;
- Ibracon.
O peso da cultura interna
A conquista renovada do Selo Pró-Ética pela Credicitrus significa mais do que a obtenção de um valioso certificado institucional, afirma Maria Tereza de Souza Lima Uchôa, presidente do Conselho de Administração da Cooperativa. Ela enfatiza: “Representa o resultado de uma cultura construída diariamente por conselheiros, diretores, colaboradores e cooperados, sustentada por processos transparentes, rígidos controles internos, permanente observância às normas regulatórias e uma atuação pautada pela responsabilidade socioeconômica. Mais do que cumprir exigências legais, a Cooperativa demonstra que a ética é um valor estratégico e um dos pilares para a construção da confiança junto aos seus mais de 170 mil cooperados”.
Esse compromisso encontra respaldo na própria essência do cooperativismo. Diferentemente de organizações estruturadas prioritariamente para maximizar o retorno de investidores, as cooperativas têm como finalidade atender às necessidades de seus associados, promovendo inclusão financeira, desenvolvimento regional e distribuição equilibrada dos resultados. Nesse modelo, as pessoas ocupam o centro das decisões e dos benefícios gerados pela atividade econômica.
Capitalismo humanizado
O cooperativismo representa, particularmente no segmento financeiro, uma das mais completas expressões de um capitalismo humanizado. Trata-se de um sistema que preserva a eficiência econômica, a competitividade e a sustentabilidade financeira, mas que compreende o resultado operacional como instrumento para gerar prosperidade coletiva, e não como finalidade, como o lucro nas empresas privadas. O verdadeiro objetivo é produzir valor para os cooperados, fortalecer suas atividades, estimular o desenvolvimento das comunidades e ampliar oportunidades para todos, de forma democrática, igualitária e sem distinções.
Ao conquistar novamente o Selo Pró-Ética, a Credicitrus evidencia que crescimento econômico e responsabilidade institucional caminham lado a lado. Mais do que uma distinção, esse reconhecimento simboliza a coerência entre discurso e prática, e demonstra que é possível construir uma instituição financeira sólida, inovadora e competitiva sem abrir mão dos valores éticos que sustentam sua história e orientam seu futuro.
