Toda atividade econômica depende de equipamentos. Tratores, colheitadeiras, pulverizadores, ordenhadeiras, secadores de grãos, correias transportadoras, refrigeradores, fornos industriais, empilhadeiras, betoneiras e outros equipamentos para construção civil, aparelhagem médica, odontológica e veterinária, computadores, impressoras, servidores, aparelhos de ar-condicionado e dezenas de outros ativos são vitais para o dia a dia de empresas rurais e urbanas.

Quando qualquer equipamento sofre uma avaria e para de funcionar, em especial os essenciais para as operações da organização, o prejuízo raramente se limita ao custo do conserto. Há perda de produtividade, atraso na entrega de serviços, desperdício de produtos, interrupção de processos, horas paradas de funcionários e, muitas vezes, clientes insatisfeitos.

Por isso, especialistas em gestão patrimonial defendem que toda empresa, independentemente do porte e do segmento econômico em que atue, mantenha um programa estruturado de manutenção preventiva, associado a um seguro adequado para seus equipamentos. Em outras palavras, manutenção e seguro são ferramentas complementares, cuja combinação representa uma das formas mais eficazes de preservar patrimônio, garantir produtividade e assegurar a continuidade dos negócios diante de imprevistos.

Seguro ainda é negligenciado

Como ocorre em outras áreas, os seguros de máquinas e equipamentos têm tido, historicamente, baixa penetração no mercado brasileiro. Segundo as principais entidades representativas do setor, a Federação Nacional de Seguros (FenSeg) e a Confederação Nacional de Seguradoras (CNseg), apesar do crescimento acelerado observado nos últimos anos, o seguro de máquinas e equipamentos ainda está longe de atingir seu potencial no Brasil. A maior parte das empresas e dos produtores rurais continua parcialmente exposta, protegendo principalmente bens financiados, enquanto parcela significativa de equipamentos próprios permanece sem cobertura.

Nesse aspecto, a Credicitrus está preparada para dar total apoio aos cooperados para que protejam de forma apropriada seu patrimônio. Trabalha com as principais seguradoras do mercado e oferece um amplo leque de coberturas para máquinas e equipamentos.

O texto a seguir proporciona uma visão detalhada de todos os aspectos que devem ser considerados para que cada cooperado conserve seu conjunto de máquinas e equipamentos e, em particular, contrate apólices de seguros ajustadas às diferentes características de sua empresa.

Para a definição do que é essencial para a atividade específica de cada cooperado, a recomendação é que converse com o gerente de negócios que cuida de sua conta na Cooperativa, pois este está capacitado a auxiliá-lo a adquirir o seguro mais adequado às peculiaridades e necessidades de seu empreendimento.

Prevenir é uma forma de investimento

Entre os profissionais de manutenção existe um consenso: prevenir é muito mais barato do que reparar. A simples troca periódica de óleo, filtros, rolamentos, correias ou componentes elétricos evita falhas capazes de provocar danos muito maiores.

Na agricultura, essa lógica é ainda mais importante. Durante o plantio ou a colheita, uma máquina parada por dois ou três dias pode representar perdas muito superiores ao valor da manutenção preventiva realizada durante todo o ano. O fato é que, no meio rural, as máquinas costumam operar em condições severas: poeira, umidade, lama, vibração intensa e longas jornadas de trabalho concentradas em poucos meses do ano. Além disso, muitos equipamentos permanecem deslocando-se entre propriedades ou trabalham em áreas remotas, aumentando a exposição a acidentes e furtos. Por isso, tanto o plano de manutenção quanto a contratação do seguro precisam considerar essas características específicas.

O mesmo ocorre em outros setores. Um consultório odontológico que fica impossibilitado de atender pacientes porque o compressor queimou; uma clínica veterinária cujo refrigerador de vacinas apresenta falha; um supermercado que perde alimentos por defeito em câmaras frias; um escritório de contabilidade que sofre pane em seus servidores durante o período de entrega das declarações fiscais: todos enfrentam prejuízos que vão muito além do custo do equipamento.

Planejar é fundamental

Os programas modernos de manutenção combinam diferentes estratégias:

  • manutenção preventiva baseada em calendário;
  • manutenção preditiva, utilizando sensores e monitoramento de desempenho;
  • inspeções periódicas;
  • calibração de instrumentos;
  • limpeza técnica;
  • substituição programada de componentes sujeitos a desgaste;
  • atualização de softwares e firmwares;
  • registro completo do histórico de intervenções.

A documentação relativa à manutenção deve ser conservada, pois pode facilitar não só processos de garantia, mas também a contratação de seguros de acordo com as necessidades e características de cada negócio.

Riscos devem ser considerados

Nenhuma manutenção elimina todos os riscos. Eventos externos e imprevisíveis podem provocar perdas importantes.

Os riscos são os mais variados: incêndios em instalações próprias ou vizinhas, explosões, queda de raios, curtos-circuitos, sobretensão elétrica, vendavais, granizo, enchentes, colisões, tombamentos, furtos qualificados, roubos, vandalismo e acidente durante transporte, entre outros.

É justamente nesse ponto, ante a possibilidade de ocorrência de eventos como os citados, ainda que medidas preventivas contribuam para diminuir sua probabilidade, que o seguro de máquinas e equipamentos revela sua importância.

Continuidade dos negócios

O objetivo do seguro de máquinas e equipamentos é reduzir o impacto financeiro causado por eventos inesperados, que possam danificar ou destruir equipamentos essenciais para a atividade da empresa.

Dependendo da apólice, podem ser segurados:

  • máquinas agrícolas;
  • implementos;
  • colheitadeiras;
  • tratores;
  • pulverizadores;
  • sistemas de irrigação;
  • equipamentos de beneficiamento e armazenagem;
  • computadores;
  • servidores;
  • equipamentos eletrônicos;
  • aparelhos médicos;
  • equipamentos odontológicos;
  • equipamentos veterinários;
  • máquinas industriais;
  • equipamentos comerciais;
  • aparelhos de climatização.

Inventário de ativos

Antes da contratação do seguro, é importante relacionar todo o conjunto de máquinas e equipamentos vitais para a normalidade das operações. Em outras palavras, deve ser montado um inventário de ativos, para garantir coberturas que permitam a efetiva continuidade dos negócios.

Dois pontos são essenciais nesse levantamento, considerando a possibilidade de sinistro:

1. Valor e critério de indenização – valor de reposição do equipamento avariado por um novo ou o valor depreciado do bem usado; também devem ser computados os custos adicionais de compra de um equipamento, como frete, impostos e instalação.

2. Riscos operacionais e dependências – gargalos de produção, ou seja, quais máquinas que, paradas, interrompem 100% das operações, pois para estas a prioridade de cobertura e a agilidade de indenização são fatores críticos; tempo de reposição (ou lead time, na terminologia internacional), pois um equipamento barato com prazo de entrega de seis meses pode causar mais prejuízo do que um mais caro com reposição imediata; e interdependência, devendo ser mapeados os dispositivos auxiliares, como sistemas hidráulicos, por exemplo, que podem paralisar uma linha principal.

O que normalmente é coberto

Embora cada seguradora possua suas próprias condições, as coberturas mais comuns incluem:

  • incêndio;
  • explosão;
  • queda de raio;
  • danos elétricos;
  • eventos da natureza;
  • impacto de veículos;
  • roubo e furto qualificado;
  • acidentes durante operação;
  • transporte entre unidades;
  • danos de causa externa.

Coberturas adicionais que merecem atenção

Especialistas recomendam que o segurado analise cuidadosamente algumas coberturas opcionais, entre as quais se destacam as seguintes:

Lucros cessantes – Compensa parte da perda financeira provocada pela paralisação das atividades;

Despesas extraordinárias – Ajuda a custear aluguel temporário de equipamentos substitutos.

Quebra de máquinas – Protege equipamentos contra falhas mecânicas repentinas, dependendo das condições contratuais.

Danos elétricos – Especialmente importante para computadores, equipamentos médicos, sistemas eletrônicos e aparelhos de ar-condicionado.

Equipamentos móveis – Fundamental para máquinas agrícolas que circulam entre propriedades.

Transporte – Importante para equipamentos deslocados entre fazendas, unidades de produção ou clientes.

Responsabilidade civil – Pode cobrir danos causados a terceiros durante a operação do equipamento e ou prejuízos ao meio ambiente (vazamentos, contaminações, por exemplo).

Nem tudo é coberto

Também existem exclusões frequentes.

Entre elas:

  • desgaste natural;
  • corrosão e ferrugem;
  • falta de manutenção;
  • defeitos de fabricação;
  • uso inadequado;
  • operação por pessoas não habilitadas;
  • modificações não autorizadas.

Manter registros de manutenção é uma forma importante de demonstrar que o equipamento vinha sendo corretamente conservado.

O que influencia o valor do seguro

O prêmio varia conforme diversos fatores. Entre os principais estão:

Reduzem o risco (e podem diminuir o prêmio) – Manutenção preventiva documentada; operadores treinados; equipamentos modernos; sistemas de rastreamento; monitoramento eletrônico; armazenagem adequada; sistemas contra incêndio; boa gestão patrimonial; e histórico reduzido de sinistros.

Aumentam o risco (e podem elevar o prêmio) – Equipamentos muito antigos (bens eventualmente depreciados podem não ter cobertura ou esta ser limitada ao valor de sucata); operadores não habilitados; elevado índice de quebras; manutenção deficiente; uso extremamente intenso; armazenamento inadequado; regiões com maior incidência de furtos; exposição frequente a intempéries; e ausência de dispositivos de segurança.

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