O mercado segurador brasileiro é um dos maiores da América Latina, mas ainda apresenta nível de penetração relativamente baixo em comparação com a realidade dos países desenvolvidos. Enquanto o seguro automotivo é o produto mais difundido entre as pessoas físicas no país, outros ramos, como vida e residencial, ainda têm pouca aceitação pelos brasileiros.

O exemplo do seguro residencial é emblemático. Embora haja mais de 70 milhões de domicílios no Brasil, somente uma parcela relativamente pequena (15% a 20%) é coberta por seguro. Em outras palavras, 80% a 85% das residências brasileiras não têm proteção securitária formal, situação que se agrava em cidades do interior. O contraste com os países desenvolvidos é enorme. Nos Estados Unidos, mais de 90% dos imóveis financiados possuem seguro residencial. No Japão, a adesão supera 80%, com grande parte incluindo cláusulas para terremoto e tsunami. E na Alemanha, o percentual de domicílios com seguro é superior a 70%.

Outro paradoxo se refere ao seguro de vida individual. Embora a morte do provedor seja um dos eventos mais devastadores para o equilíbrio financeiro da família, a contratação de seguros desse ramo é pequena. No Brasil apenas 15% a 20% da população adulta possuem algum seguro de vida individual ou coletivo. Enquanto isso, a parcela de famílias com seguro é de 89% no Japão, 50% a 52% nos Estados Unidos e 45% a 60% na Alemanha (neste caso, dependendo da modalidade considerada).

No segmento de pessoas jurídicas, modalidades bastante difundidas nos países desenvolvidos têm adesão muito baixa no Brasil. É o caso do seguro de responsabilidade civil, que cobre os prejuízos que uma empresa causar a terceiros e pelos quais sejam legalmente responsáveis, incluindo danos materiais, danos corporais, danos morais e custos de defesa jurídica (honorários advocatícios e despesas processuais). O mesmo vale para os seguros patrimoniais, que oferecem proteção contra incêndios; interrupção de atividades; e ataques cibernéticos.

Causas são variadas

As razões para as diferenças apontadas, de acordo com especialistas do setor, são as seguintes:

  • Seguro automotivo: para a maioria dos brasileiros, o automóvel é um patrimônio de alto valor; a criminalidade e o risco de acidentes são percebidos de forma concreta; e, além disso, em muitos financiamentos, o seguro é exigido ou fortemente recomendado. Nesse ramo, o benefício do seguro é facilmente percebido, porque o risco é visível e imediato.
  • Seguro residencial: a maioria das pessoas, no Brasil, subestima riscos como incêndios e vendavais; acredita que o seguro é caro; e desconhece as assistências agregadas (serviços de encanador, eletricista, chaveiro etc.).
  • Seguro de vida individual: a baixa adesão é atribuída a fatores de caráter emocional:desconforto em falar sobre morte (“dá azar”, “atrai”); percepção equivocada de que o produto beneficia apenas terceiros; baixa educação financeira; e crença de que o benefício previdenciário estatal será suficiente.

Cultura de reação, não de prevenção

Especialistas do setor atribuem o comportamento dos brasileiros a vários fatores, considerando como mais importante a cultura de reação e não de prevenção. Ou seja, tendem a gastar mais facilmente para solucionar um problema ocorrido do que para evitar um problema futuro. A percepção de valor é baixa porque o prêmio é pago hoje e o benefício só aparece no futuro se algo der errado.

Outros fatores apontados pelos especialistas incluem: baixa educação financeira, demonstrada pelo fato de a maioria não possuir reserva de emergência, não fazer planejamento sucessório e desconhecer conceitos de proteção ambiental; décadas de inflação elevada, que desviam o foco da maior parte da população para o curto prazo; com raro planejamento no longo prazo; e, por fim, confiança em redes familiares, com a crença de que, ante uma doença grave ou morte prematura, a família prestará ajuda.

O comportamento da maioria dos brasileiros, porém, não indica indiferença ao risco e, sim, a tendência a proteger primeiro o que percebe de forma concreta e imediata. Por isso, as coberturas para automóveis, financiamentos e alguns riscos corporativos apresentam maior penetração, enquanto seguros de vida, residencial e de responsabilidade civil ainda enfrentam barreiras culturais, educacionais e econômicas.

A conclusão dos pesquisadores do setor é que o problema brasileiro não é ausência de percepção de risco, mas sim uma combinação de restrição orçamentária, baixa educação securitária e menor tradição de planejamento financeiro de longo prazo.

Os números observados no Japão, nos EUA e na Alemanha sugerem que, à medida que renda, educação financeira e estabilidade econômica aumentam, cresce também a disposição das famílias para contratar seguros de vida e residencial. O Brasil ainda está percorrendo essa trajetória, o que explica o enorme potencial de expansão dos seguros no país nas próximas décadas.

Credicitrus oferece ampla cobertura

A Credicitrus mantém à disposição dos cooperados uma ampla linha de seguros, cobrindo as mais variadas necessidades de proteção de pessoas físicas, pequenas empresas e produtores rurais (vida, residencial, agrícola, automotiva e empresarial).

Para isso, opera em parceria com as maiores seguradoras do país: Mapfre, Tokio, HDI, Liberty, Porto, Azul, Sompo, Zurich, Allianz e Sicoob Seguradora.

A contratação é simples e pode ser feita diretamente com a equipe da Cooperativa de cada posto de atendimento.

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Fontes de informação: os dados apresentados no presente texto foram extraídos de documentos e estudos publicados pelas seguintes entidades do mercado segurador brasileiro: Confederação Nacional das Seguradoras,  Superintendência de Seguros Privados (Susep), Federação Nacional de Seguros Gerais e Escola de Negócios e Seguros.

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