O golpe do falso motoboy é uma das fraudes financeiras que mais vítimas tem feito no país. Utiliza táticas de engenharia social, ou seja, formas de abordagem que exploram as vulnerabilidades emocionais e comportamentais das pessoas, para obter informações confidenciais ou acesso a sistemas e outros recursos de valor.

O objetivo do crime é conseguir dados bancários e de cartões de débito ou crédito, para fazer saques e compras ou levantar recursos por meio de operações de crédito fraudulentas.

Esse tipo de golpe cresceu de forma significativa durante a pandemia, segundo dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), quando as transações digitais se tornaram habituais e as pessoas passaram mais tempo em casa. Embora já se tenham passado mais de três anos e muitas campanhas de conscientização tenham sido feitas, muitas pessoas continuam caindo nesse golpe.

Passo a passo do golpe

  1. Ligação. A fraude começa com uma ligação telefônica ou uma mensagem pelo WhatsApp. O criminoso ou a criminosa se apresenta como funcionário(a) de uma instituição financeira e informa à vítima que foram observadas transações suspeitas em sua conta corrente ou com seu cartão de crédito.
  2. Reação natural. Negar conhecimento das transações é a primeira reação de quem não conhece o golpe. Quando isso ocorre, o(a) golpista afirma que o cartão foi clonado e precisa ser bloqueado para evitar prejuízos. Golpistas procuram colocar a vítima em estado de pânico ou ansiedade para evitar que pense criticamente.
  3. Senso de urgência. Criado esse senso de urgência, o(a) golpista afirma que, para ajudar a vítima, precisa de alguns dados, e aí pede que forneça informações sensíveis, como senhas e códigos de segurança.
  4. Corte do cartão. Na sequência, pede que a vítima corte o cartão ao meio, mas mantenha o chip intacto, e informa que um motoboy irá até seu endereço para analisar ou retirar o cartão cortado.
  5. A fraude se completa. Mesmo com o cartão cortado, os criminosos podem usar o chip para realizar compras online e outras transações financeiras, sempre com grande rapidez, antes que a vítima perceba ter sido enganada.

Como se proteger

  1. Desconfie. Se receber uma ligação ou mensagem de alguém pedindo informações pessoais ou bancárias, não responda. Desligue e entre em contato diretamente com a sua instituição financeira ou com a operadora de seu cartão pelos números oficiais (nunca pelos números eventualmente informados na mensagem recebida!).
  2. Não forneça informações pessoais. Nunca forneça senhas ou dados bancários por telefone, especialmente se a ligação não foi iniciada por você. Tome igual cuidado com e-mails ou mensagens SMS que pedem informações pessoais ou contenham links suspeitos. Jamais clique em links desse tipo.
  3. Verifique suas movimentações financeiras. Monitore regularmente suas contas e seus extratos bancários. Use aplicativos oficiais da sua instituição financeira para fazer essas verificações.
  4. Jamais entregue cartões a terceiros. Nenhuma instituição financeira envia motoboys para recolher cartões, mesmo vencidos.
  5. Destrua cartões com segurança. Se precisar se desfazer de um cartão, destrua-o cortando o chip ao meio, sem entregá-lo a terceiros.

Apoio da Credicitrus

A Credicitrus mantém em seu site uma seção dedicada a fornecer informações e orientações sobre segurança, incluindo dicas valiosas sobre como evitar golpes e fraudes. CLIQUE AQUI e acesse.

Adotar as medidas recomendadas e disseminá-las a parentes e amigos pode ajudar significativamente na proteção contra fraudes como o golpe do falso motoboy.

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