O seguro automotivo oferece proteção e conveniência para motoristas e empresas, sendo essencial para preservar o patrimônio. Embora o país possua uma das maiores frotas de veículos do mundo, a maior parte dela circula sem qualquer proteção securitária. O cenário preocupa. Isso porque o custo de um único acidente de maior gravidade pode comprometer o patrimônio de uma família ou empresa por muitos anos.
Dados das principais entidades do setor mostram que a frota brasileira supera 120 milhões de veículos. Entre elas estão a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) e a Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), que incluem automóveis, comerciais leves, motocicletas, caminhões e outros. Desse total, somente 30% a 35% dos automóveis de passeio contam com seguro. Quando se considera toda a frota, o índice de cobertura cai para 20% a 25%. Isso ocorre devido ao elevado número de motocicletas e veículos mais antigos que circulam sem apólice.
Na prática, isso significa que cerca de dois em cada três carros de passeio trafegam sem seguro. Entre as motocicletas, a proporção de veículos não segurados é ainda maior.
Importância do seguro automotivo
Esse cenário evidencia a importância de contratar uma apólice adequada às necessidades de cada proprietário de veículo. Isso porque, mesmo quando o motorista não é responsável pelo acidente, há uma probabilidade elevada de que o condutor causador do sinistro não possua seguro. Em muitos casos, além da ausência de cobertura securitária, o responsável não dispõe de recursos financeiros para indenizar os prejuízos. Com isso, a vítima precisa buscar reparação por via judicial ou arcar com parte significativa, senão a totalidade, dos danos
Nesta matéria, são abordados os aspectos fundamentais relacionados aos seguros automotivos: riscos de trafegar sem seguro, como contratar uma apólice de forma adequada, por que muitas pessoas não fazem seguro e as características dos seguros automotivos oferecidos pela Credicitrus.
Riscos de trafegar sem seguro automotivo
Optar por não contratar um seguro automotivo pode representar uma economia imediata. No entanto, essa decisão expõe o proprietário do veículo a riscos financeiros que podem comprometer anos de patrimônio acumulado. Além da possibilidade de perder o próprio veículo, o motorista fica sujeito a indenizações de alto valor caso provoque danos materiais ou corporais a terceiros.
A primeira consequência da ausência de seguro é que qualquer prejuízo envolvendo o próprio veículo passa a ser de responsabilidade exclusiva do proprietário. Em casos de roubo, furto, incêndio, enchentes ou colisões que resultem em perda total, não há qualquer ressarcimento, obrigando-o a arcar integralmente com o prejuízo.
Especialistas afirmam que o maior risco está nos danos causados a terceiros. Um acidente aparentemente simples pode gerar uma obrigação financeira muito superior ao valor do veículo do causador. Se, por exemplo, um motorista provocar a perda total de um utilitário esportivo avaliado em R$ 450 mil, terá de indenizar integralmente o proprietário caso não possua cobertura de responsabilidade civil. Se houver disputa judicial, a cobrança poderá atingir salários, aplicações financeiras, imóveis e outros bens.
A situação se torna ainda mais delicada quando há vítimas. Despesas médicas, tratamentos de reabilitação, fisioterapia, lucros cessantes, pensões vitalícias, indenizações por danos morais e compensações decorrentes de invalidez permanente ou morte podem elevar significativamente o valor das condenações. Em acidentes mais graves, as indenizações determinadas pela Justiça podem alcançar valores de milhões de reais.
Mesmo quando o acidente não provoca grandes danos, o motorista sem seguro precisa arcar com uma série de custos indiretos. Despesas com guincho, honorários advocatícios, perícias técnicas, locação de carro reserva e transporte alternativo costumam aumentar o impacto financeiro de uma ocorrência.
Nas empresas, os prejuízos podem ser mais amplos. A perda ou indisponibilidade de um veículo pode interromper entregas, comprometer vendas e atrasar serviços. Além disso, pode gerar responsabilidades perante clientes e ampliar ainda mais os prejuízos.
Por essas razões, especialistas em seguros consideram que o seguro automotivo vai muito além da proteção do patrimônio representado pelo veículo. Sua principal função é preservar a estabilidade financeira do proprietário diante de situações imprevisíveis que podem resultar em prejuízos muito superiores ao valor do próprio automóvel.
Como escolher o seguro automotivo ideal
Antes de fechar um contrato de seguro automotivo, especialistas recomendam que o consumidor vá além da comparação de preços e analise cuidadosamente o conteúdo da apólice. Embora o valor do prêmio seja um fator importante na decisão de compra, diferenças nas coberturas, nos limites de indenização e nas cláusulas contratuais podem fazer com que duas apólices aparentemente semelhantes ofereçam níveis de proteção bastante distintos.
Em caso de sinistro, a ausência de uma cobertura específica ou a existência de restrições pouco percebidas na contratação pode resultar em prejuízos financeiros expressivos para o segurado.
Os pontos que merecem maior atenção são focalizados a seguir:
Danos a terceiros – Um dos pontos que merecem maior atenção é a cobertura para danos causados a terceiros, conhecida como Responsabilidade Civil Facultativa (RCF). Muitas pessoas contratam limites mínimos para reduzir o custo do seguro, mas, segundo especialistas, o mais prudente é optar por valores entre R$ 200 mil e R$ 500 mil, conforme o perfil do motorista, a região onde o veículo circula e os riscos envolvidos. Em acidentes com veículos de alto valor ou com vítimas, despesas com reparos, tratamentos médicos e indenizações superam coberturas reduzidas.
Eventos climáticos – Também é importante verificar se a apólice contempla eventos climáticos e fenômenos naturais. Enchentes, granizo, queda de árvores e deslizamentos nem sempre estão incluídos automaticamente no contrato, exigindo confirmação expressa antes da assinatura. Com o aumento da frequência de ventanias, tempestades e outras manifestações da natureza de forma mais intensa e violenta em diversas regiões do país, essa cobertura passou a ter relevância ainda maior.
Modalidade de indenização – A forma mais comum é o valor de mercado referenciado, normalmente calculado com base na tabela FIPE vigente na data do sinistro. Há, entretanto, contratos que utilizam o chamado valor determinado, no qual a indenização corresponde ao montante previamente estabelecido na apólice. Cada modelo apresenta vantagens e limitações, razão pela qual a escolha deve considerar o perfil do proprietário e as características do veículo e de seu uso.
Serviços adicionais – Os serviços de assistência 24 horas também variam significativamente entre as seguradoras. Limites de quilometragem para guincho, número de atendimentos permitidos durante a vigência da apólice, disponibilidade de carro reserva, serviços de chaveiro e atendimento para pane seca ou pane elétrica são itens que podem fazer grande diferença quando o motorista enfrenta uma emergência. Por isso, especialistas alertam que não basta verificar se o serviço existe; é preciso conhecer suas condições de utilização.
Vidros – Outro item frequentemente negligenciado é a cobertura de vidros. Algumas apólices incluem reparo ou substituição de para-brisa, vidros laterais, faróis, lanternas, retrovisores e até teto solar. Outras restringem essa proteção ou a oferecem mediante contratação adicional. Como esses componentes costumam ter custo de reposição elevado, conhecer exatamente o que está incluído evita surpresas.
Regras para reparos – Há seguradoras que exigem o uso de oficinas credenciadas. Outras permitem livre escolha pelo segurado. Além disso, poucas pessoas prestam atenção ao tipo de peça autorizado para os consertos. Dependendo da apólice, devem ser utilizadas peças originais de fábrica, componentes homologados ou até peças usadas certificadas. Essa definição influencia não só o custo do seguro, mas também a qualidade e o valor final do reparo.
Franquia e outros detalhes – Além das coberturas propriamente ditas, algumas cláusulas contratuais exigem leitura cuidadosa. Entre as que mais geram dúvidas estão os diferentes tipos de franquia (normal, reduzida ou majorada), as regras para condutores jovens, restrições ao uso profissional do veículo, limites para utilização de carro reserva, abrangência territorial da cobertura e proteção para acessórios instalados no automóvel. Também merecem atenção as regras sobre participação obrigatória do segurado nos prejuízos, critérios adotados para caracterização de perda total, cláusulas de depreciação de acessórios, exigência de dispositivos antifurto, limites da responsabilidade civil e procedimentos para reembolso de despesas.
Especialistas ressaltam que contratar um seguro de forma consciente significa avaliar não apenas o preço, mas principalmente o nível de proteção oferecido. Uma apólice mais barata pode representar economia no momento da contratação, porém se transformar em prejuízo significativo quando determinadas coberturas estiverem ausentes ou sujeitas a restrições desconhecidas pelo segurado. A leitura atenta das condições gerais, o esclarecimento de dúvidas com o corretor e a comparação detalhada entre diferentes propostas são medidas que contribuem para uma escolha mais segura e adequada às necessidades de cada motorista.
Converse com seu gerente de contas na Credicitrus e contrate o seguro mais apropriado para sua realidade.
Por que muitas pessoas não fazem seguro automotivo
Apesar dos riscos financeiros envolvidos em acidentes, roubos e danos a terceiros, uma parcela significativa dos proprietários de veículos brasileiros ainda opta por não contratar seguro. Pesquisas de mercado e levantamentos do setor mostram que essa decisão costuma estar relacionada a vários fatores, brevemente explicados a seguir.
O preço do seguro é apontado como a principal razão para a falta de cobertura. Muitos consumidores consideram o valor do prêmio anual elevado, especialmente quando o veículo já está quitado, o motorista nunca se envolveu em acidentes ou reside em cidades consideradas mais tranquilas. Nesses casos, é comum prevalecer a percepção de que vale mais a pena assumir o risco do que arcar com a despesa anual.
Outro argumento recorrente é a crença de que “nunca foi preciso usar o seguro”. Especialistas explicam que essa sensação está ligada à percepção individual de risco. Motoristas que dirigem há muitos anos sem registrar acidentes tendem a acreditar que essa situação continuará se repetindo. Entretanto, diversos eventos independem da habilidade do condutor, como roubos, furtos, enchentes, colisões provocadas por terceiros e acidentes que envolvem outros veículos ou pedestres.
O baixo valor de mercado do automóvel também leva muitos proprietários a dispensarem a contratação da cobertura. É comum ouvir que um carro avaliado em cerca de R$ 50 mil não justificaria o investimento em um seguro. No entanto, especialistas alertam que o maior risco nem sempre é a perda do próprio veículo. Em um acidente, o motorista pode causar danos a um automóvel de alto valor ou provocar lesões corporais, invalidez permanente ou até a morte de terceiros. Nessas situações, as indenizações podem ultrapassar facilmente R$ 500 mil.
Outra objeção frequente diz respeito à franquia. Algumas pessoas acreditam que o seguro perde utilidade porque, além de pagar a apólice, ainda devem desembolsar a franquia em caso de sinistro. Porém, a franquia normalmente é aplicada apenas em determinados casos de danos parciais ao veículo. Em situações de perda total, roubo, furto ou cobertura de responsabilidade civil, em geral não há cobrança de franquia, desde que essas garantias estejam previstas nas condições da apólice.
Também pesa na decisão a desconfiança em relação ao pagamento das indenizações. Parte dos consumidores teme que a seguradora encontre motivos para negar a cobertura quando ocorrer um sinistro. Embora haja recusas legítimas em determinadas circunstâncias, os especialistas garantem que a ampla maioria dos sinistros regularmente cobertos resulta em indenização. As negativas costumam estar relacionadas ao descumprimento das condições contratuais ou à prestação de informações incorretas pelo segurado no momento da contratação da apólice.
Vantagens do seguro automotivo da Credicitrus
A Credicitrus oferece um portfólio completo para atender às mais variadas demandas de proprietários de motos, veículos de passeio, utilitários e até caminhões. Além das diferentes coberturas, há vantagens adicionais, incluindo mão de obra especializada gratuita para reparos emergenciais na residência do cooperado.
Coberturas básicas: os seguros cobrem colisão, incêndio, roubo e furto; Responsabilidade Civil Facultativa de Veículos – RCF-V – Danos Materiais e Danos Corporais; e acidentes pessoais de passageiros (APP).
Coberturas adicionais: acessórios (equipamentos de áudio, blindagens e kit gás); despesas extras diretamente relacionadas ao veículo segurado, exclusivamente em caso de indenização integral; e reembolso das indenizações por danos morais que o segurado for obrigado a pagar em função de ação judicial, em decorrência de acidente com o veículo segurado.
Assistência 24 horas: são oferecidos serviços quegarantem a tranquilidade do segurado no caso de imprevistos e emergências, tais como: guincho; socorro auto; táxi; troca de pneus; chaveiro; e pane seca.
IMPORTANTE
Antes de contratar um seguro automotivo, converse com o gerente de contas do posto de atendimento da Credicitrus em sua região, esclareça todas as dúvidas e monte a apólice mais adequada para seu veículo e a forma como é utilizado.