Quando se fala em planejamento financeiro, a maioria das pessoas lembra de investimentos, aposentadoria, imóveis ou formação de patrimônio. Poucos, porém, incluem nessa lista um item de igual importância: a proteção da renda e da própria família diante de acontecimentos inesperados.

A morte prematura de um provedor ou a invalidez permanente causada por um acidente de trânsito são eventos de menor probabilidade, mas de impacto financeiro maior. Além da dor emocional, essas situações podem comprometer a estabilidade econômica da família justamente quando ela mais precisa de segurança.

É para reduzir esse risco que existe o seguro de vida e acidentes pessoais. Seu objetivo não é impedir que o imprevisto aconteça, mas evitar que uma tragédia pessoal se transforme também em uma crise financeira.

Nesse sentido, a Credicitrus oferece aos cooperados várias opções de seguros de vida e acidentes pessoais. A recomendação é que o associado converse com o gerente de negócios responsável por sua conta na Cooperativa, para contratar a modalidade mais adequada às suas características pessoais e de sua família.

Riscos não podem ser negligenciados

Os números mostram que a preocupação com a segurança financeira pessoal e familiar faz sentido. De acordo com o Mapa da Segurança Pública 2026, o Brasil registrou 25.030 mortes no trânsito em 2025, o equivalente a uma média de 69 mortes por dia. Além dos óbitos, milhares de pessoas sobreviveram aos acidentes com sequelas permanentes ou incapacidade para o trabalho, afetando diretamente a renda familiar.

Ao mesmo tempo, o mercado segurador brasileiro vem registrando crescimento contínuo, reflexo de uma maior conscientização da população sobre a importância da proteção financeira. Dados da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) mostram que o seguro de vida foi um dos segmentos de maior expansão em 2025, com crescimento superior a 12% em relação ao ano anterior. As indenizações pagas pelo setor também continuaram aumentando, evidenciando o papel social do seguro na recomposição da renda de famílias atingidas por eventos inesperados.

Por sua vez, a Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg) destaca que os seguros de vida e acidentes pessoais representam um dos segmentos mais relevantes do mercado e têm ampliado sua participação nos últimos anos, acompanhando o aumento da preocupação dos brasileiros com proteção patrimonial e planejamento financeiro.

Idade faz diferença na avaliação

A importância dessa proteção muda conforme a fase da vida.

Um jovem, mesmo sem dependentes, pode sofrer um acidente que comprometa sua capacidade de trabalhar durante meses ou permanentemente.

Já quem tem filhos ou outros dependentes assume uma responsabilidade financeira que permanece mesmo diante de uma fatalidade.

Nesses casos, a indenização do seguro pode garantir a continuidade das despesas da família, como alimentação, moradia, educação e saúde.

Na maturidade, a função do seguro também evolui. Além de preservar o patrimônio construído ao longo da vida, ele pode proporcionar recursos para enfrentar despesas decorrentes de acidentes, invalidez ou outras situações previstas em contrato, reduzindo o impacto financeiro sobre a família. O seguro, assim, ajuda a família a se reorganizar.

Custo é proporcionalmente baixo

Outro aspecto pouco conhecido é o custo. Embora varie conforme idade, profissão, estado de saúde e valor da cobertura, o seguro de vida costuma representar apenas uma pequena parcela do orçamento mensal. Em muitos casos, o valor pago equivale ao gasto com alguns cafés, um serviço de streaming ou uma refeição rápida. Em contrapartida, proporciona uma proteção financeira que dificilmente seria construída apenas por meio de reservas pessoais.

Um ponto mais de uma vez ressaltado em matérias publicadas no blog da Credicitrus é a afirmação feita por especialistas em educação financeira: construir patrimônio é importante, mas protegê-lo é igualmente essencial. Afinal, anos de trabalho, economia e investimentos podem não ser suficientes para preservar a estabilidade financeira da família se ocorrer um evento inesperado que elimine ou reduza drasticamente a renda.

A prudência é fundamental na vida moderna. Utilizar o cinto de segurança não significa esperar um acidente, mas estar protegido de um brusco deslocamento em caso de colisão, por exemplo. Contratar um seguro residencial não significa acreditar que haverá um incêndio, mas ter condições de cobrir os prejuízos caso esse sinistro ocorra. Da mesma forma, contratar um seguro de vida significa reconhecer que alguns riscos existem e que podem ser administrados de maneira responsável.

Planejamento financeiro, portanto, não se resume a acumular recursos. Significa também proteger as pessoas que dependem deles. E essa proteção, muitas vezes, está ao alcance de um investimento mensal muito menor do que a maioria imagina.

Todos se preocupam, poucos se previnem

Apesar da crescente preocupação com planejamento financeiro, o seguro de vida ainda está longe de fazer parte da realidade da maioria da população brasileira.

Segundo informação publicada pela CNseg, apenas 18% dos brasileiros têm acesso a seguro de vida. Em outras palavras, mais de oito em cada dez pessoas ainda não contam com essa modalidade de proteção financeira.

Esse dado evidencia uma contradição: ao mesmo tempo que as famílias, em sua maioria, procuram poupar, investir e construir patrimônio, poucas adotam mecanismos para preservar sua estabilidade financeira diante de acontecimentos capazes de interromper ou reduzir a renda.

Um segundo dado, também divulgado pela CNseg, reforça essa constatação. Pesquisa da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi) encomendada ao Datafolha, realizada em setembro de 2024 com mais de 1.900 brasileiros adultos de todas as regiões, constatou que 80% pensavam em planejar a vida financeira e 65% faziam isso com frequência. Além disso, 76% afirmaram possuir metas financeiras. Isso revela um contraste: 80% pensavam em planejamento financeiro, mas apenas 18% tinham seguro de vida. Esses dados certamente continuam muito atuais. CLIQUE AQUI para ter acesso à íntegra da pesquisa.

Conclusão: a diferença registrada nessa pesquisa ajuda a mostrar que planejamento financeiro, conforme já se assinalou no início desta matéria, deve incluir uma atitude preventiva diante dos riscos capazes de interromper a renda de quem sustenta a família ou comprometer sua própria capacidade de trabalhar.

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