O princípio da cooperação, base do modelo cooperativista, é válido para as mais variadas situações. Mas é nas famílias que deve ser cultivado primeiramente e, aqui, a responsabilidade dos pais é grande. Diante disso, o espírito de cooperação em família deve ser baseado em duas frentes principais: educação financeira e compartilhamento de responsabilidades.
A seguir, são apresentadas – com base no conhecimento disseminado por educadores e psicólogos, bem como na experiência acumulada pela Credicitrus ao longo de seus 40 anos de existência – algumas dicas, de aplicação simples e imediata, sobre o que os pais podem fazer ou evitar para tornar a cooperação uma filosofia de vida no lar.
Estímulo à cooperação
Para fomentar o espírito de cooperação em família, quatro estratégias são recomendadas: 1) diálogo e comunicação aberta; 2) estabelecimento de objetivos e delegação de tarefas em comum acordo; 3) gestão financeira com participação de todos; 4) reconhecimento e recompensas. Cada uma dessas estratégias é brevemente detalhada a seguir:
Diálogo e comunicação aberta
Promova discussões sobre cooperação, baseadas em direitos e deveres, limites de ganhos e gastos e a responsabilidade que cada um tem perante a família. Ouça as opiniões de todos, incentivando um ambiente aberto para expressar ideias, preocupações e expectativas.
Objetivos e delegação de tarefas
Defina objetivos em conjunto para educação dos filhos, incluindo seleção de escola e atividades complementares (prática de esportes, aulas de música, aprendizado de idiomas etc.); afazeres domésticos; questões relacionadas a moradia (onde morar, reformas, construção, decoração, entre outros); planos para as férias; e atividades de lazer.
Além disso, determine, em comum acordo, as tarefas a serem cumpridas no dia a dia ou em forma de rodízio conforme a capacidade, as habilidades e a preferência de cada um. Esteja aberto a ajustar planos e estratégias conforme necessário. A rigidez pode levar a resistência e conflitos.
Gestão financeira
Essa é uma área que requer transparência, em primeiro lugar, para que principalmente as crianças conheçam os conceitos básicos de educação financeira: ganhar, gastar e guardar de forma equilibrada, diferenciando desejos e necessidades e aprendendo a traçar planos a serem realizados em diferentes prazos.
Incentive a aprendizagem contínua das crianças e dos jovens sobre gestão financeira. Para isso, mantenha a transparência nas finanças familiares, compartilhando informações sobre orçamentos, despesas e receitas. Orientações sobre essa questão estão disponíveis na matéria “Educação financeira deve começar cedo”.
Reconhecimento e recompensas
Crie e mantenha um sistema de recompensas para incentivar a cooperação e o cumprimento de responsabilidades. Esse sistema deve ser criado de comum acordo com as crianças e os jovens, de acordo com as expectativas e o perfil de cada um e a capacidade financeira da família.
O que evitar?
Alguns fatores podem prejudicar todo o esforço visando à criação e ao fortalecimento do espírito de cooperação em família. O primeiro deles é a falta de uma comunicação aberta e transparente. Outro fator limitante é o desestímulo, por meio de críticas, à livre expressão de opiniões.
Vale ressaltar que a distribuição desigual de responsabilidades pode gerar ressentimentos e frustrações. Isso também ocorrerá se todos não forem incluídos nas discussões. Por fim, tão ou até mais importante para o fracasso é a falta de um planejamento financeiro claro e que evite crises.
Ao adotar as estratégias recomendadas e evitar armadilhas mais comuns para a boa execução desse processo de educação no lar, os pais aumentarão as chances de sucesso na promoção do espírito de cooperação em família.
Gostou? Compartilhe essas dicas com seus amigos e familiares!
Continue acompanhando a nossa série. Na próxima sexta-feira, teremos um novo post!